Para o que serve e o que é um receiver? Diferença entre amplificador e receiver – Parte 1

Tempo de leitura: 5 minutos

Quer saber mais sobre a função do receiver no seu home theater? Não sabe a diferença em relação ao amplificador? Então esse conteúdo é para você!

Você já se perguntou afinal qual o papel do receiver no seu sistema audiovisual? E a diferença em relação ao amplificador, será que os dois equipamentos são a mesma coisa com nomes diferentes?

Para acabar de vez com essas dúvidas a Audio Prime preparou um conteúdo especial, dividido em duas partes. Nessa primeira parte você vai ficar sabendo as respostas para as perguntas mais frequentes sobre o assunto.

Pronto para começar? Então vem com a gente saber tudo sobre os receivers!

Qual o papel do receiver em um home theater?

De uma forma bem simples, imagine que o receiver é o cérebro do home theater. É a partir dele que todas as conexões do sistema serão feitas, como caixas de som, subwoofer, TV a cabo, Chromecast, Apple TV, etc.

É do receiver, também, que sai o cabo HDMI que envia a imagem para a TV ou outro receptor. Ou seja, é o receiver que realiza todo o processamento de áudio e de vídeo.

Como é feito o processamento de som e imagem?

Toda a informação de som e imagem é enviada para o receiver através do cabo HDMI. O equipamento, então, interpreta o codec do áudio e identifica o melhor formato do vídeo, por exemplo, um Dolby Atmos 5.1 canais.

Uma vez feita a identificação do sistema, o receiver faz a distribuição do áudio entre cada um dos canais no formato identificado, e processa e envia a imagem para a TV, projetor ou qualquer outro sistema.

Alguns receivers, inclusive, já têm a capacidade de melhorar um pouco a imagem, ajudando a entregar mais qualidade ao fazer um upscaling para 4K, por exemplo.

Qual a diferença entre receiver e amplificador?

A principal diferença entre amplificador e receiver é que este tem essa capacidade de processamento de áudio e vídeo. Já o amplificador, como o próprio nome indica, apenas amplifica o áudio e envia para as caixas de som.

Pode-se dizer, então, que no próprio receiver há um amplificador incorporado com muito mais tecnologia e recursos.

Qual é o melhor receiver?

A comparação do equipamento com um cérebro, não é à toa. Por isso, para responder a essa pergunta, antes é preciso entender a complexidade do receiver.

O receiver pode desempenhar múltiplas funções, podendo executar tarefas relativamente simples, como um 5.1., por exemplo, mas também atuar de forma multiprocessada em 9 ou 11 canais, trabalhar com Zona 2 ou mesmo Zona 3, ou ainda enviar áudio para outro multiroom, por exemplo.

Ou seja, o receiver pode atuar em situações bastante complexas, dependendo da necessidade da demanda.

Por isso, o melhor receiver é aquele que entrega o que você precisa, que responde às suas necessidades. Se o uso for relativamente simples, como um sistema 5.1, um equipamento muito complexo será subutilizado, havendo um gasto desnecessário.

Para ter ideia do nível de complexidade desses equipamentos, veja algumas das tecnologias embarcadas nos receivers e que possibilitam projetos bem variados:

  • Alguns modelos já têm protocolo de envio de música para outros dispositivos, possibilitando a comunicação via wi-fi entre dois receivers em ambientes diferentes de um mesmo sistema;
  • Capacidade de auto calibragem em (como o AccuEQ, da Onkyo; YPAO, da Yamaha; Audyssey, da Denon e o MCACC da Pioneer);
  • Controle através de assistentes virtuais em alguns modelos;
  • Entrada de rede;
  • Rádio online;
  • Aplicativos.

Como são os receivers dos home theaters in a box?

Os receivers que geralmente compõem os home theaters in a box, (pacote integrado por receiver, caixas de som e subwoofer) costumam ser de modelos mais simples.

Mesmo assim, alguns vêm com saída amplificada para subwoofer ou saída passiva para subwoofer ativo, por exemplo.

Quais os principais tipos de receiver?

Basicamente, há três tipos de receiver:

1 – Receivers 5.1

Para um home theater básico, com ou sem rede, geralmente para a sonorização de uma sala.

2 – Receivers de 7 canais

Podem ser usados para 7.1, para Dolby Atmos 5.1.2, ou para setup 5.1 + Zona 2 ou Zona B. São os mais vendidos porque têm a configuração mais comum, de um ambiente home theater e mais uma outra zona de áudio na área externa, piscina ou espaço gourmet, por exemplo.

3 – Receivers de 9 ou 11 canais

Mais complexos, possibilitam home theater 7.1, Dolby Atmos, Zona 2 ou Zona B, 3ª Zona e espelhamento de imagem, por exemplo.

Lembrando que Zona B é a expansão do som da zona principal e a Zona 2 é a colocação de um som independente no segundo ambiente.

Como conseguir um bom custo-benefício em um sistema de 7 canais?

Para ter o melhor custo-benefício em receiver, o ideal é observar como será feita a transmissão de áudio para a segunda zona. Os receivers de entrada não convertem o áudio do HDMI para a zona 2.

Por isso, se a ideia é ouvir um áudio independente nos dois ambientes, é preciso ter uma preocupação maior em como se dará essa conversão para a Zona 2.

No entanto, se a intenção é usar o receiver na Zona 2 apenas para ajuste de volume, na função “festa”, então um sistema de 7 canais já atende bem ao propósito.

Tudo certo, gostou do conteúdo de hoje? Esperamos ter ajudado você a esclarecer as principais dúvidas!

Se você ainda ficou em dúvida sobre o melhor receiver para o seu caso, não tem problema!

Contate a equipe da Audio Prime que nós vamos ajudar você a escolher o equipamento perfeito para o que você precisa!

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.