O que o especialista tem a dizer sobre os cabos para som ambiente e home theater (Parte 2 – Cabos)

Tempo de leitura: 4 minutos

Quer saber mais sobre cabos? Nessa segunda parte da colab com Cris Mazza, o especialista conta tudo que você precisa saber sobre o assunto!

Será que os cabos são todos iguais? Aqueles paralelos, produzidos em vermelho e preto, funcionam mesmo? As perguntas se revezam, já que a grande quantidade de cabos à venda costuma deixar dúvidas sobre o assunto para quem está começando a mexer com som ambiente e home theater. 

Por isso, nessa segunda parte da entrevista com Cris Mazza, gerente de produtos do Grupo Discabos, a Audio Prime resolveu tirar as dúvidas mais comuns dos nossos clientes. 

Veja o que o especialista tem a dizer e descubra tudo o que é preciso para fazer a escolha certa!

Por que alguns cabos não suportam a corrente?

Para quem está começando a mexer com home theater e som ambiente, vale a dica: os cabos de som não são todos iguais. Segundo Cris Mazza, é preciso prestar atenção na alma do cabo – sim, a “alma”.

De acordo com ele, apesar de por fora os paralelos serem em vermelho e preto, é lá dentro – na parte de metal interna, tecnicamente chamada mesmo de “alma” – que está a grande diferença entre eles.

Assim, o cabo construído corretamente tem a alma feita para suportar a corrente necessária. No entanto, muitas vezes o cabo é fabricado mais fino, de forma a baratear sua produção.

O fabricante, então, aumenta a camada exterior plástica disfarçando a espessura da alma. Isso não significa que aconteça com todos os cabos vermelhos e pretos, mas como ocorria com certa frequência nesse tipo de cabo no passado, eles acabaram ganhando a “fama” de não serem tão bons.

Quantidade de metal determina o preço do cabo

É a quantidade de metal que faz com que haja preços tão díspares no mercado, que varia de acordo com a bitola do cabo.

De acordo com Mazza, o cobre e o petróleo, encontrado no PVC do cabo, são regulados na bolsa de valores. Dessa forma, a princípio o custo é igual no mundo todo. 

Assim, mesmo havendo uma variação de custo na fabricação, dois cabos idênticos, construídos em fábricas diferentes, não deveriam ter uma diferença de preço maior do que 10%.

No entanto, algumas fábricas não respeitam as normas e fazem o cabo para ser barato – e não correto ao que se propõe. Por isso é muito importante ter um fornecedor confiável, justamente para evitar riscos de incêndio.

Já um cabo com bitola errada, ou fina, perde energia na forma de calor. Como não suporta transportar a corrente, o material esquenta tanto que pode derreter, o que pode gerar curto-circuito e incêndio.

Conheça os tipos de cabos existentes

Os chamados cabos em paralelo ou torcido são mais voltados para instalações de alta impedância. Eles são produzidos de forma a evitar perdas e, ainda que no sistema de áudio isso possa passar despercebido, em um sistema elétrico pode representar explosão, incêndio e até causar mortes.

Na teoria, de acordo com Cris Mazza, não há diferença entre os cabos para home theater ou para som ambiente. Nós recomendamos utilizar cabos paralelos de 2 mm x 1,50 mm de bitola.

Quando o ambiente que vai ser sonorizado é muito grande, o ideal é usar de 2 mm x 2,50 mm ou 2 mm x 4 mm, dependendo da potência nas caixas.

Por outro lado, quanto mais se aproximar de 4 mm, o melhor é usar cabos de uma linha de alta impedância, que ajudarão a economizar na quantidade de cabos.

Cabo CCA vale a pena?

Uma dúvida comum é se um cabo CCA vale a pena e se é possível ser feito de forma eficiente. Para o especialista da Discabos, há, sim, formas adequadas de desenhar esse cabo, ainda que normalmente os fabricantes do modelo costumam visar apenas o custo.

O gerente de produtos da Discabos afirma que o CCA pode ser tão eficiente quanto um cabo produzido com 100% cobre, justamente porque enquanto os graves correm pelo centro da alma, os agudos escoam pela extremidade, mais suscetível a perdas. Por isso a construção correta em CCA pode evitar que isso aconteça.

Cabo estanhado e cabo marinizado são a mesma coisa?

Apesar da denominação mais comum ser “marinizado”, na verdade o cabo passa por um processo químico de estanho no cobre, já que o estanho não reage com o 02, sofrendo os problemas da oxidação causados pela maresia. Ou seja, isso significa que o cabo, em si, é de cobre recoberto de estanho.

E então, gostou desse novo conteúdo da Audio Prime em colaboração com um especialista em cabos? Deixe sua impressão aqui e já sabe: se tiver alguma pergunta ou observação, basta falar com a gente pelo WhatsApp!

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